A esperança de uma certeza perdida.
O lugar de beleza escondida.
O amor outrora fruto de magia.
A tristeza ocupando a vã amargura de um dia.
Sempre, sempre, a mesma melancolia.
Subtilmente, como as águas calmas de um rio,
A tristeza,
O desespero,
O desamor,
Submergem mas voltam à superfície.
domingo, 7 de agosto de 2016
sábado, 6 de agosto de 2016
Geração mil euros, de Antonio Incorvaia e Alessandro Rimassa # 15
Em Portugal já ouvimos falar na «geração à rasca». Podemosidentificar-nos com a geração mil euros? Julgoque sim, embora os nossos licenciados, na esmagadora maioria, aspirem ainda aum ordenado com quatro dígitos, estamos perante uma realidade e umproblema comum. De facto, depois da licenciatura surge um mundo laboral desconhecido, no qual os estagiários vivem na ilusão de um futuro melhor, de um contrato e de uma promoção.
Adiante, neste livro, doisjovens italianos, Antonio Incorvaia e Alessandro Rimassa criaram um blogue e resolveramcontar as suas experiências através do personagem Cláudio. Ele é licenciado,tem 27 anos e trabalha a contrato a termo certo numa empresa de marketing,dividindo uma casa com três amigos (Alessio, Mateo e Rossella) e vivendo com umordenado de mil euros. Porém, o trabalho fixo é uma incógnita e o salário mal dápara viver. Cláudio irá conhecer Ana (semabrigo) e fica admirado como esta mantém inalteradas as capacidades que possuía antes, na vida dita normal.
Citação: «Não é o trabalho que é precário, a sociedade é que éprecária. Uma espada de Dâmocles que pende constantemente sobre a tua cabeça,as tuas ambições, os teus projectos».
Pensamento: A vida merece ser vivida.
Deu-me para isto, estou de férias e ando por ali
Proliferam por aí post´s sobre as férias, sobre tudo e, resumindo, sobre nadica de nada. Não sou contra, nem a favor. É simplesmente indiferente, pela banalidade. Pensem um pouco comigo e sempre com o espírito da crítica em riste. Concordam comigo quando digo que para isso já temos o facebook? Acham que devemos alterar o panorama geral, no mundo dos blogs, ou não?
Acham bem eu estar para aqui a dizer mal dos outros e a provocar?Se calhar não acham, mas quem cala consente. Ora, isto dos ditados é uma receita poderosa para vários aspetos e situações, o que me lembra agora outro: muita parra e pouca uva.
E esta, hein?(com direitos do autor Fernando Pessa)
Deu-me para isto
Estou de Férias
Ando por ali
Óculos, outra vez?
Olhem com atenção. Não é que estão lá os óculos? Isto é uma coincidência?
Alguém advinha o significado que os óculos têm para mim?
Alguém advinha o significado que os óculos têm para mim?
A recordar as «Férias Alentejanas»
I
O sono aperta
Está na hora de ir
As cinco na maior risota
Doidas por partir.
Às cinco da madrugada
As cinco unidas pela amizade
Estão prontas para a caminhada
Em direção à liberdade.
Hélia a mais tímida
Guida e Joana com espírito galopante
Ginita a mais convencida
Edite a mais hesitante.
A caminho se puseram
Na maior euforia
Quando foram era noite
Quando chegaram era dia
II
Sob o céu alentejano
A paisagem reflectia
Para além do meio mundano
Os risos da alegria.
Povo de tradição
Lealdade no pensar
Amor no coração
Ternura no olhar.
III
No meio de grande atividade
A paz vieram pertubar
Cinco moçoilas de tenra idade
Num carro a abarrotar.
Edite e Guida Oliveira, 27 de agosto de 1992.
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