sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Mini me


Como criança
Encantada,
Entrei, espreitei à janela
Entrei na infância
Espreitei a inocência
Há muito terminada.
Porém, nesses breves instantes
Vislumbrei o sonho, a cor, a imensidão
De um mundo por descobrir
Como se fosse a primeira vez.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Vou pela Sombra

O ar, o mar e o sol têm um preço? Sei lá!.. não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe.
Falando do sol, conheço quem sofra com o envio da fatura que vem endereçada ao próprio e com custos elevados sobre a própria vida.Mas porquê mais esta cobrança? É alguma mania zombie, segundo a qual devemos viver próximo de cemitérios ou ETAR´s? Ou seja, vivermos à sombra de quem já não vem fazer mal ou junto a um pivete onde já não sentiremos o cheiro a estupidez?! 
Contei as janelas da casa (e tenho muitas!), pelo que julgo que vou ter de arcar com mais essa despesa, quer pela exposição indecente e luxuosa, quer porque o sol não é para todos.
Eu quero ir pela sombra... é que comecei a sentir alergia !!!


Atualização: Ao que parece o majorativo do sol já existia e que temos aqui um exemplo de mais um boato divulgado nas redes sociais (e não só).

Visão ostracizante

Sou pequena, muito pequena
Uma minúscula partícula
Uma parte isolada
Só que não
Só que não 
Sou nada.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

O meu e o teu



Quisera saber
Se o meu é meu e o teu é teu..
Responderam: o meu é o teu.
Respondi: o teu é o meu?
Então, o meu é o teu e o teu é o meu?
Palavra de honra!
Na confusão decidi
O que é meu é meu
O que é teu, teu será!
Blogolivropensamento
E nas páginas soltas da escrita
Saio de um mundo que é o meu
Para outro, lá está!
Nas entrelinhas
Ocorre uma fusão
Entre o real e a imaginação.


A porta do destino

Batem à porta***
Ressoa o silêncio
Perante a tarde inacabada.
Simples bater
Calma e serenidade
Como quem aguarda
A música da eternidade.
Batem à porta***
Não ouso abrir
De tarde fecha
A promessa
e o devir.
Insistentes
Bateram à porta***
Do outro lado
O destino...
Aguardou a oportunidade
Agarrou o silêncio
Desatou os sonhos
Abafou a calma
e pensou em: Fugir!
Encontros imediatos
Não são do seu agrado!