quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Vou pela Sombra

O ar, o mar e o sol têm um preço? Sei lá!.. não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe.
Falando do sol, conheço quem sofra com o envio da fatura que vem endereçada ao próprio e com custos elevados sobre a própria vida.Mas porquê mais esta cobrança? É alguma mania zombie, segundo a qual devemos viver próximo de cemitérios ou ETAR´s? Ou seja, vivermos à sombra de quem já não vem fazer mal ou junto a um pivete onde já não sentiremos o cheiro a estupidez?! 
Contei as janelas da casa (e tenho muitas!), pelo que julgo que vou ter de arcar com mais essa despesa, quer pela exposição indecente e luxuosa, quer porque o sol não é para todos.
Eu quero ir pela sombra... é que comecei a sentir alergia !!!


Atualização: Ao que parece o majorativo do sol já existia e que temos aqui um exemplo de mais um boato divulgado nas redes sociais (e não só).

Visão ostracizante

Sou pequena, muito pequena
Uma minúscula partícula
Uma parte isolada
Só que não
Só que não 
Sou nada.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

O meu e o teu



Quisera saber
Se o meu é meu e o teu é teu..
Responderam: o meu é o teu.
Respondi: o teu é o meu?
Então, o meu é o teu e o teu é o meu?
Palavra de honra!
Na confusão decidi
O que é meu é meu
O que é teu, teu será!
Blogolivropensamento
E nas páginas soltas da escrita
Saio de um mundo que é o meu
Para outro, lá está!
Nas entrelinhas
Ocorre uma fusão
Entre o real e a imaginação.


A porta do destino

Batem à porta***
Ressoa o silêncio
Perante a tarde inacabada.
Simples bater
Calma e serenidade
Como quem aguarda
A música da eternidade.
Batem à porta***
Não ouso abrir
De tarde fecha
A promessa
e o devir.
Insistentes
Bateram à porta***
Do outro lado
O destino...
Aguardou a oportunidade
Agarrou o silêncio
Desatou os sonhos
Abafou a calma
e pensou em: Fugir!
Encontros imediatos
Não são do seu agrado!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A loja dos suicídios, de Jean Teulé #14


Muitas vezes me questionei como seria ter um negócio familiar como uma agência funerária. Não é fácil para nós lidar com a morte - nem com os mortos-, mas acredito que alguém tem de o fazer.

Aloja dos Tuvache poderia perfeitamente ser uma agência funerária, mas a família prefere fornecer as «ferramentas» a ter de lidar com as consequências desse seu empreendimento lucrativo.

Na loja dos suicídios o lema é: A sua vida foi um fracasso? Connosco, a sua morte será um sucesso!

Numa época indeterminada onde reina a depressão e a infelicidade geral, os clientes procuram conselhos para uma morte rápida, indolor ou (pasme-se) até económica.

Mishimae Lucrécia gerem o negócio. Vincent e Marilyn, filhos do casal, são os funcionários e tal como os pais têm um aspeto deprimido e uma obsessão emengendrar mortes violentas e em vender a morte aos clientes. Já o filho, Alan, espantosamente,é o elemento mais novo e o único que consegue ver o lado mais otimista dascoisas. Ele ri, ele dança, ele canta e consegue horrorizar os pais (contagiando-oscom a sua «doença») e levá-los a questionar sobre o futuro do seu negóciopróspero (ironicamente os clientes nunca têm um futuro e recebem, após a suacompra, um Adeus!).

Estas personagens irreais e a sua preocupação em satisfazer os clientes (que vão e não voltam e nunca reclamam!) são de um humor corrosivo, caústico e de carácter [falsamente]leviano.

Nofinal, num volte face inesperado, num «golpe de mestre» (altura em que nos vemà cabeça «What the F*»), ficamos a tentar perceber o que aconteceu...

Citação:«Quando o fizer na sala, ponha-se de joelhos para que, mesmo que a lâmina não entre emprofundidade…porque mesmo assim deve fazer impressão….se estiver de joelhos,cairá de barriga para baixo e isso espetará o sabre até ao punho. E quando osseus amigos o encontrarem, ficarão espantados! Não tem amigos?...Ora, o médico-legistaficará espantado e dirá:”Este não tinha a mão morta!”».

Pensamento: A canção de Rezső Seress e László Jávor"Gloomy Sunday" (aqui)”, é chamada de “AMúsica Húngara do Suicídio” por causa de sua ligação a uma onda de suicídios no século 20. 

 

Vejam um excerto do filme «Le magazin des Suicides»(aqui), no qual assistimos ao primeiro sorriso/riso de Alan para completo horror da sua família...