terça-feira, 19 de julho de 2016

Mensagem alienígena


A inspiração surgiu sob a forma musical
Tinindo suavemente a luz natural
Incrédula mensagem
Criativa, brutal!
Conhecida dos povos
no tempo ancestral.
Regredimos no conhecimento
(Re)progredimos na tecnologia
Apenas na sensitividade
O desconhecido 
Desafia
(A)mente.
(Des)afia
Pura e
Simplesmente.

Cronicável Mania



 O Mundo está virado do avesso. Ponho osóculos, tiro os óculos e a visão é inalterável. Perturbada pela amálgama entre real-imaginário-contradição-aceitação-teimosia,penso na diversidade versus monotonia-coletiva; ouso sonhar-cortar as correntesque limitam a individualidade e desafio o sonhar-acordado-coletivo.
Andam por aí (vi eu com os meuspróprios olhos) uma espécie de zombies(de noite é mais fácil distingui-los), aos quais falta apenas o ligeiroarrastar de pernas e braços, desengonçado e cinéfilo. Caras pálidas (a luz nãoajuda!), sérias e concentradas, levam na mão o telemóvel – viram para aesquerda, para a direita e para o centro-, dão uma piscadela e simulam um esgar(é bem possível que estivessem a sorrir… para dentro!). Seguem em frente para ojardim onde já se encontram reunidos outros da mesma espécie ou prosseguem nadireção paralela e sem se identificarem. No meio, o silêncio preenchido pelasluzes fugazes dos ecrãs.
É um filme? É uma manifestação? Éuma perseguição?

Não, é o Pokémon Go.

domingo, 17 de julho de 2016

Somos Todos Idiotas, de Diogo Faro #11


 

 

Como referi anteriormente: «De tolo e de louco todos temos um pouco» (ver post Furiosamente Feliz). Este chavão popular existe há muito tempo porquê? Porque é preciso que tenhamos consciência de que todos possuímos um traço no nosso ADN com estas duas características. Eu quase que apostaria que este livro se devia chamar «Somos todos tolos», pois enquanto lia as crónicas veio-me à cabeça (várias vezes) a palavra baselga. Não sei porque razão este pensamento surgiu repetidamente, pois baselga não tem nada a ver e quer dizer barrigudo. Então fiquei a pensar: será que estou a ser idiota? Fui googlar idiota («provem do grego idiótes e significa aquele que é pouco inteligente ou não tem bom senso».) e depois tolo («aquele indivíduo que diz ou faz asneira e que não tem inteligência ou juízo»). Humm,pensei eu, esta última palavra assenta que nem uma luva mas se calhar é um preciosismo da minha parte….É que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, não será?

Título à parte, Diogo Faro, num tom muito [bué] sarcástico, apresenta nas suas crónicas as várias «espécimes» de idiotas que existem por aí, dos quais há a destacar: os betos, os hipsters, os mitras, os viciados em ginásio eem redes sociais, as mães defensoras da amamentação, os aficionados na tourada e os espremedores de borbulhas em público.

Citação: «Mas será que não somos todos idiotas? Somos todos,acima de tudo, hipócritas».

Pensamento: Gosto de baselga,soa bem (Eeheh, Diogo Faro esqueceu-se deste espécime).

 




sábado, 16 de julho de 2016

O absurdo existencial




Falta coerência na existência.
O sentido da vida
Completamente perdido.

Se Deus existe,
Assiste 
À maior crueldade
Sobre inocentes.

Em todos os pontos do Mundo
o absurdo existencial.

A mão do Poder e
dos que governam em nome do Mal.

A religião
Insidiosa
Usada
Para fins abjetos
Ou para um desígnio secreto.

O Mundo está a morrer.
A perdição das almas
Está prestes a ocorrer.

O sentido da vida
É MORRER,
UM DIA
NÃO quando o Homem quer!

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O centenário que fugiu pela janela e desapareceu, de Jonas Jonasson #10


Allan karlsson, no dia em que faz 100 anos(que bela idade!), resolve dar uma escapadela do lar de terceira idade e da suafesta de aniversário. De pantufas (os seus mija-pés) salta pela janela, pisa osamores-perfeitos e nem o reumatismo o impede de fazer o que considera maisdivertido: fugir. O seu gosto pela aventura não é de agora, pelo que emcapítulos alternados ficamos a conhecer o passado e o presente do nossoprotagonista centenário.
No presente, vive uma odisseia divertidíssima,onde tudo acontece de uma forma fantasticamente despreocupada, pouco natural e,espantosamente, sem quaisquer consequências para Allan e para os companheiros quese vão juntando:  Julius, Benny , Gunnilla(Minha Linda) e Sónia (a elefante).
O inspector Arosson e o procurador ConnyRanelid acompanham os desenvolvimentos do caso do desaparecimento de Allan eperante duas linhas de investigação, uma que indica que o centenário caiu namão de uma organização criminosa e a outra em que o centenário é um loucohomicida,preferem acreditar na primeira.
No passado, Allan  atravessou os Himalaias, conheceu Franco, Truman,Estaline, Mao e aprendeu a destilar aguardente de leite de cabra e a fabricar abomba atómica(Q?).
Citação: «Só o rei da festa ia faltar à chamada».
Pensamento: A vida é uma caixa de chocolates  pois não sabes o que vais encontrar.