sexta-feira, 19 de agosto de 2016

(Frágil) equilíbrio


Estrada abaixo
Sempre a descer
Equilibrando
O corpo
Sem saber.
O vento na cara
Na roupa um vendaval
Segue desabrida,
A bicicleta.
Segue perdida,
A rapariga.
Esquece a liberdade,
Esquece a vida
Ou que muitas mulheres
Sofrem
Em cárceres, 
Em chagas,
Em ferida,
Na alma e no corpo.
Já a rapariga leve, leviana e livre
Seguia perdida
Equilibrando a bicicleta 
E a doce ilusão.

2 comentários:

Manu disse...

Adorei o poema.
Na vida o equilíbrio é fundamental, mas por vezes tão difícil de conseguir.

edite disse...

Obrigada Manu:).Concordo contigo e captaste bem o significado. É por isso que o equilíbrio é frágil e é difícil de conseguir. Nos dias que correm, se se sonha muito andamos com a cabeça no ar, se se pensa na realidade ficamos deprimidos e não nos apetece viver. Um equilíbrio frágil, sem dúvida. Beijinhos:)