terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Línguas-de-gato| Os Óscares não são o Carnaval mas olha que parece... # 22
No carnaval ninguém leva a mal, é uma expressão que ouvimos mas que nós gatos não entendemos. Os humanos esforçam-se tanto por se divertir com roupas, óculos, máscaras, perucas e pinturas! Eu acho muito, muito estranha esta época do ano, pois está frio e chove,e toca de abanar o rabo (e mais, mas isso agora não interessa nada) com pouca roupa e muito ritmo?! Bem que há cada maluco(a) no Carnaval, isso é miar a verdade.Mas, de tudo o que tenho visto e ouvido, ainda considero de pas(mi)ar a história dos óscares. Ou os humanos estão a ficar cada vez mais sem imaginação ou então o dinheiro não compra tudo? Eles desfilam, batem palmas e levam uns vestidos (uns trapos caríssimos) a rastejar pelo tapete fora. Falar de filmes ou das roupas das atrizes, eis a questão. Eu prefiro falar do Carnaval que foi o terrível engano ao anunciar o vencedor. Ehehe, foi quase como uma partida de Carnaval pois eles anunciam o vencedor e depois, ups, não, afinal é o outro. E Monlight ganhou o óscar para melhor filme, mas antes tomem lá um sustozinho que é para tornar a coisa mais emocionante. Muito. Credível, pouco. Continuando em modo de Carnaval propriamente dito, os humanos querem vestir-me a preceito (WTF). Será que nem o reino felino deixam sossegado?!
Humpfff. Decidam por algo apropriado para um gato e não se enganem!!!
Imagens retiradas daqui
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
A Lua-de-mel, de Sophie Kinsella # 37
Autora: Sophie Kinsella
Ano:2017
Assim, arrangei uma forma económica de visitar um sítio, usando apenas a imaginação. Mas esperava mais. Esperava descrições dos locais e das comidas. Esperava o humor de "Louca por compras". No entanto, a leitura foi levezinha e serviu o seu propósito: passar um fim-de-semana calminho e aconchegante, um pouco como um "caldo de galinha para a alma". Ah, e eu que estava mesmo a precisar!!!
Fliss, a minha irmã mais velha, diz que penso em tecnicolor hollywoodiano e que tenho de me lembrar que as outras pessoa não conseguem ouvir os violinos.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Adoro desafios e mistérios #2
Ao reler "O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós, surgiu uma enorme vontade de conhecer os locais que são referidos no romance e resolvi investigar, dando um passeio pelas ruas da cidade.
Ao fundo podem ver o castelo, sendo que a sua posição estratégica o torna visível independentemente do local, da cidade, onde estivermos.
Em dias de sol, é um passeio muito agradável. Recomendo.
Procurei a placa da Travessa da Tipografia e a minha intuição levou-me lá (pronto, admito que tive de recorrer ao telemóvel).
Eis senão quando, descubro a placa que assinala a casa...
É esta a casa onde Eça de Queiroz viveu quando chegou a Leiria em 1870. Tinha 25 anos quando assumiu o cargo de Administrador do Concelho de Leiria e, durante um ano, viveu no n.º 13 da Travessa da Tipografia.
No romance é descrita como a casa da D. Augusta Caminha, a quem chamavam São Joaneira, mas o escritor dá-lhe outro nome e outro número, curiosamente o n. º 9 da Rua da Misericórdia.
E digo curiosamente porque li algures que Eça era muito supersticioso e que não gostava de gatos pretos, pelo que ter de morar no n.º 13 não deve ter sido nada fácil.
Em baixo, está a porta por onde o jovem Eça passou. No entanto, está tudo degradado e sujo, o que é de lamentar.
Ao lado da Torre Sineira, foi construída a casa do sineiro, local onde ocorriam os encontros amorosos de Amaro e Amélia.
Por fim, a Sé de Leiria.
* fotografias tiradas com telemóvel.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós #36
Autor: Eça de Queirós
O bom católico, como a tua pequena, não se pertence; não tem razão, nem vontade, nem arbítrio, nem sentir próprio; o seu cura pensa, quer, determina, sente por ela. O seu único trabalho neste mundo, que é ao mesmo tempo o seu único direito e o seu único dever, é aceitar esta direção; aceitá-la sem a discutir; obedecer-lhe dê por onde der; se ela contraria as suas ideias, deve pensar que as suas ideias são falsas; se ela fere as suas afeições, deve pensar que as suas afeições são culpadas.