terça-feira, 23 de abril de 2024

Os esquecidos de domingo, Valérie Perrin

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Este foi o primeiro livro que a autora escreveu, mas só agora foi editado em Portugal (após o sucesso de "A Breve Vida das Flores" e de “Três”).
Em "Os Esquecidos de Domingo", Valérie Perrin veio demonstrar novamente a sua habilidade em explorar temas sensíveis e fortes, como a solidão, a amizade e a perda.
Justine, com 22 anos, é a jovem protagonista deste romance, que trabalha no lar de idosos “As hortências” na sua pequena aldeia. A história desenrola-se em paralelo com a vida de Hélène, uma centenária residente no lar, cujo sonho sempre foi aprender a ler.
À medida que se compartilham conversas e memórias, segredos do passado começam a surgir, levando Justine a questionar o destino dos seus pais e a reavaliar seu próprio caminho.
Apesar de ter adorado o livro “A Breve Vida das Flores”, encontrei aqui um desafio na estrutura da narrativa, que oscila entre diferentes períodos temporais e pontos de vista das personagens. Para mim, acabou por dificultar um pouco a imersão na história. 
Apesar disso, a sensibilidade de Perrin ao lidar com os temas sensíveis é inegável, e tirando a parte da estrutura, que até é do agrado de muitos, é um livro pequeno em que os esquecidos de Domingo no lar são lembrados, e que deixa uma mensagem importante quanto à importância dos idosos e as suas histórias de vida assim como à transmissão das mesmas às gerações vindouras.
Aliás, eu fiquei mesmo com vontade de andar por aí com um caderno azul a recolher histórias!

E vocês, já leram?

Dos três livros da autora, qual é que gostaram mais?

domingo, 14 de abril de 2024

A Guardiã dos Livros Escondidos, Madeline Martin

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O livro "A Guardiã dos Livros Escondidos" é uma história comovente que aborda os horrores da ocupação nazista em Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial.
A protagonista, Zofia, encontra conforto nos livros e na amizade com Janina, mas quando a guerra chega, ela percebe que também os livros precisam ser salvos. Junto com Janina, Zofia funda um clube de leitura clandestino, desafiando as proibições nazistas e preservando a cultura e a comunidade através da literatura.
A narrativa é fluída, impactante e comovente, e dei por mim por diversas vezes com uma lágrima no canto do olho.Por vezes revoltante, por vezes emocionante, o certo é que gostei imenso desta história pelo especial destaque aos movimentos de resistência dos judeus polacos contra a ocupação nazista, sendo que um dos mais conhecidos foi o Levante do Gueto de Varsóvia, em abril de 1943. Este levante é um símbolo de resistência e coragem durante o Holocausto e este livro deu-me a conhecer esse momento histórico, não descurando  os livros e a importância cultural em tempos tão sombrios.
 Gostei muito e recomendo.

terça-feira, 9 de abril de 2024

O comboio das Crianças, Viola Ardone

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Ao embarcar na leitura de "O Comboio das Crianças", esperava uma narrativa que mergulhasse fundo nos horrores da Segunda Guerra Mundial e nas experiências das crianças que a viveram. No entanto, fiquei decepcionada pela falta de dinamismo e pela ausência de um retrato mais profundo do contexto histórico. 
A história, embora ambientada no pós-guerra, pareceu-me demasiado parada, faltando-lhe o ímpeto que esperava encontrar. 
Além disso, a falta de referências diretas à guerra foi uma surpresa desanimadora. 
Enquanto esperava uma imersão nos eventos históricos, encontrei uma história mais centrada nas experiências individuais das crianças, o que não correspondeu às minhas expectativas.
Rconheço que outros leitores podem apreciar a abordagem mais intimista e focada nos personagens deste romance, mas não funcionou comigo. 

domingo, 7 de abril de 2024

O elevador, Filipa Fonseca Silva

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O livro "O Elevador" de Filipa Fonseca Silva é um romance que se desenrola numa única noite, quando um casal fica preso num elevador. Durante esse tempo, são confrontados com as questões e dilemas da sua relação.
A narrativa aborda temas como amor, comunicação e compromisso, proporcionando uma reflexão sobre o estado dos relacionamentos modernos.
A escrita é envolvente e as personagens bem desenvolvidas, permitindo ao leitor mergulhar na história e nas emoções dos dois protagonistas principais, a Sara e o Alex.


Assim, se esquecermos algumas irritações que eventualmente possam surgir, como aconteceu comigo relativamente à Sara, é um livro pequeno que se lê muito bem.


Gostei muito.


Agora só falta ver o filme.

quarta-feira, 27 de março de 2024

Não me esqueças, Alin Garin

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"Não Me Esqueças" é uma novela gráfica envolvente que cativa os leitores desde a primeira página até o seu emocionante desfecho. Escrito por um autor talentoso, este livro é uma jornada repleta de emoções, em que os personagens estão em etapas diferentes da vida.
A história acompanha a vida de Alice, uma jovem que enfrenta desafios e dilemas universais enquanto tenta encontrar o seu lugar no mundo e aborada temas como a solidão, a demência e a autodescoberta. A "solidão" pode ser vista como um elemento que afeta não apenas a avó, mas também outros personagens, como a neta e a filha/mãe. A "demência" da avó de Alice também desempenha um papel significativo na história, explorando os desafios emocionais e práticos associados ao cuidado de um ente querido que sofre dessa condição.  "Autodescoberta" serve para descrever Alice e a sua jornada emocional e de crescimento, bem como os elementos de identidade, amor, perda e redenção que permeiam a história.
Estes temas adicionam complexidade e profundidade à história em que se esperaria um final diferente.

Quem já leu? Gostaram?