sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

A Grande Solidão - Kristin Hannah

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1974, Alasca.

Uma família decide um novo começo.

O pai, Ernest Allbright regressa da Guerra do Vietnam, mas é um homem diferente.

Com apenas 13 anos, a filha, Leni ou Lenora, está ansiosa por encontrar o seu lugar no mundo.

A mãe, Cora, está disposta a tudo pelo homem que ama, mesmo que isso signifique segui-lo numa aventura no desconhecido. 

 

Kristian Hannah já me consquistou, primeiro com O Rouxinol, agora com esta grande história. As personagens e o cenário estão tão bem construidos que consegui visualizar e sentir tudo.


Na minha humilde opinião, esta capacidade de escrita de Kristin não é fácil de encontrar, uma vez que só alguns conseguem gerar uma envolvência tal que queremos ler tudo de uma assentada. E li - de manhã no carro, antes de ir para o trabalho, depois do almoço, antes de voltar para o trabalho, à tarde, depois de regressar do trabalho, e à noite, depois do jantar feito pelo marido.


Estive totalmente ausente para a vida, alheada de tudo e de todos e, para ser sincera, foi difícil, em certos momentos, deixar o livro fechado. É este o poder das grandes histórias, não acham?


 


É certo que é mais uma história, mas está tão bem contada que demorei algum tempo a pegar noutro livro. Não é que sentisse que precisava de saber mais sobre as personagens, nada disso, apenas fiquei completamente agarrada à Leni. Estive do lado dela, desde os 13 anos até à idade adulta, e entendi todas as dores de crescimento e todos os sentimentos relativamente ao que se passava à sua volta.


 



Leni tinha medo de ficar e tinha medo de sair. Era estranho - estúpido até -, mas muitas vezes sentia-se a única adulta da família, como se fosse o lastro que mantinha o instável barco Albright equilibrado.


 



A Grande Solidão é como chamam ao Alasca, esse lugar que tem tanto de belo como de selvagem e perigoso, e onde as noites não têm fim durante o Inverno.


Sobreviver ao  Inverno é importante e Leni e Cora têm de aprender a viver e a serem fortes, unindo-as o amor incondicional entre mãe e filha. E os verdadeiros amigos alasquianos vão ajudar e trocam bens e alimentos de forma a terem comida suficiente.



 


Este estado, este lugar, não tem igual. É beleza e horror; salvador e destruidor. Aqui, onde a sobrevivência é uma escolha que tem de ser feita e refeita, no lugar mais selvagem da América, na fronteira da civilização, onde a água, em todas as suas formas nos pode matar, aprendemos quem somos. Não quem sonhamos ser, não quem imaginamos ser; não quem fomos criados para ser. Tudo isso será desvastado nos meses de escuridão gelada, quando o gelo nas janelas nos turva a vista, o mundo fica mais pequeno e tropeçamos na verdade da nossa existência. Aprendemos o que devemos fazer para sobreviver.



 


O maior perigo está perto delas e é irritante (muito) e é assustador.


Há paixões que fazem mal.  


Espero que gostem de ler. Histórias como esta são um vício. Que livro, que livro!


Acho que vou querer ler todos os livros desta autora. 


 


 


CLASSIFICAÇÃO:


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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Pensamentos - 1

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Os psicólogos evolucionistas são capazes de ter razão: se calhar os humanos desenvolveram-se demasiado. E o preço a pagar por sermos a primeira espécie com inteligência suficiente para ter plena consciência do cosmos pode muito bem ser a capacidade de sentirmos um universo inteiro de trevas a pesar sobre nós.



 


Razões para viver - Matt Haig


 


 


 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Mal comecei o ano, fui logo TAGADA? $#!

O blog Livros de Vidro  nomeou-me para responder a uma TAG, portanto, esta nomeação deveria ter um nome, mas, como não sei a palavra correta, entre ser "tagada" e "etiquetada" optei pela primeira por ser a mais usada na blogosfera. Se por acaso conhecerem outra digam.


A finalidade da TAG é ficarmos conhecer melhor a blogger (outra palavra que veio para ficar), mas o melhor é lerem as minhas respostas e comentarem, se assim o entenderem. 


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1.Disciplina favorita no secundário?


Oh, meu Deus! Trinta e tal anos depois, será que me lembro disso? Acho que não tive nenhuma e se tive fui mudando de ideias consoante o professor que lecionava a disciplina. Portanto, lembro-me dos professores favoritos.


 


2.Consegues tocar com a língua no nariz?


Que raio de pergunta! Será que com isto pretende-se saber o tamanho da língua ou do nariz?! Ficou a ideia, no entanto, tenho de responder que é uma façanha que não me assiste, felizmente.


 


3.Rede social favorita?


Instagram e Facebook. Ambas têm vantagens e desvantagens, mas cada vez mais prefiro o Instagram.


 


4.O melhor da tua vida neste momento?


Saúde, família e livros. 


 


5.Cantas no chuveiro?


Não nem tenho tempo para isso. Depois há a questão de poupar na água.


 


6.Tens tatuagens?


Não. Não gosto.


 


7.Quantos países já visitaste?


Seis. Antes de morrer, gostava de ir a Itália, ao Brasil e a Inglaterra. Se for visitar só estes já posso morrer feliz.


 


8.Tens alguma alergia?


Tenho e não sei porquê surgem sempre na pele, desde manchas, borbulhas, pele seca, etc. Tudo o que é desagradável.


 


9.O que te assusta ao envelhecer?


Ir parar ao hospital e já não voltar a casa.


 


10.Gostavas de viver fora?


Adorava viver num país quente.


 


11.Quantos dias aguentarias em solitária?


Se tivesse livros comigo, acho que aguentaria muitos dias sem me chatear nadinha. 


 


12.Sabor preferido de chá?


Chá vermelho. 


 


13.O que está debaixo da tua cama?


Mais uma pergunta estranha. Nunca guardo nada debaixo da cama.


 


14.Algo que gostavas de ser dotado a fazer?


Saber o futuro.


 


15.Qual a primeira app que abres quando acordas?


O relógio do telemóvel para o desligar.


 


16.Tens medo de alturas?


Um bocado, sim.


 


17.És boa cozinheira?


No que aos bolos diz respeito, sim. Noutros cozinhados às vezes as coisas não correm tão bem.


 


18.Qual a tua forma favorita de passar o tempo?


Ler.


 


19.Tipo favorito de roupa?


Roupa simples, uma vez que não sou adepta de marcas.


 


20.Cor favorita?


Preto.


 


21.Atriz favorita?


Não tenho.


 


22.Os teus avós ainda estão casados?


Não tenho avós vivos.


 


23.Programa de televisão favorito.


Não tenho. Vejo televisão muito raramente.


 


24.Tipo de música favorita?


Não tenho. Gosto de quase todo o tipo de músicas.


 


25.Se pudesses fazer voluntariado o que farias?


No hospital.


 


26.Que problemas, hoje em dia, achas que são mais graves?


Os jovens não lerem livros. As livrarias fecharem. Os políticos. Os salários. A pobreza no mundo. A corrupção. E acho que poderia continuar a enumerar, mas fico por aqui.


 


27.De 1 a 10 como avalias a tua condução?


Um 9. 


 


28.Cardio ou pesos?


Zumba.


 


29.Se tivesses 1 ano de vida o que farias?


Talvez viajasse à procura de uma cura.


 


30.Se pudesses dar um conselho ao teu “eu mais novo” qual seria?


Para ter Calma.


 


31.Se pudesses salvar apenas um qual seria – Humanidade ou Planeta Terra?


Esta pergunta é ilógica. A humanidade irá destruir o Planeta Terra. Como humana nada posso fazer. A Humanidade junta, sim, poderá salvar o Planeta Terra.


 


32.Pepsi ou Coca-Cola?


Coca-cola zero. Mas bebo raramente.


 


33.Preferias ser um génio ou rico?


Se fosse um génio gostaria de descobrir a cura para o cancro. Se fosse rica gostaria de viajar e de conhecer o mundo. Portanto, não tenho preferência, porque são as duas válidas.


 


34.Skydive ou bungee jumping?


Nenhum. Tenho medo.


 


35.És uma pessoa de manhãs ou noites?


De manhã tenho sono e à noite também, logo, sou pessoa para gostar mais da parte da tarde.


 


E depois de responder a 35 perguntas, vou "tagar" alguém, mas sintam-se convidados a responder também. Portanto, nomeio: 


Magda Pais


Mula


Sofia