sexta-feira, 23 de novembro de 2018

"A mamã que ama livros"

Olá.


Um blogue que tenho acompanhado é o da Cláudia (a mulher que ama livros), o que, na minha modesta opinião, deveria chamar-se de a mamã que ama livros (atenção, isto é apenas um forma carinhosa de dizer que a admiro muito por conjugar tão bem essas duas facetas, ok?).


Acho que tem sido uma inspiração para todos nós e a sua energia e criatividade é uma constante. Como está quase a fazer 2 anos que ela aceitou participar na entrevista  d´"O que dizem os teus livros" ( que podem ler aqui) não queria deixar passar esta oportunidade da follow friday para recomendar o seu blogue e para que leiam as suas respostas. É ou não a Cláudia que todos conhecemos?


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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

E quando descobres uma empresa portuguesa distribuidora de livros que tem sentido de humor?

O último livro que terminei de ler foi o "Help me!", de Marianne Power, que é um livro sobre livros de auto-ajuda, bastante interessante. É claro que os meus pensamentos se centraram na célebre cruzada pela busca da felicidade (que novidade!!!). Ora, sempre ouvi dizer que os livros vêm na altura certa assim como as pessoas com que nos vamos cruzando. De certa forma foi exatamente isto o que senti quando chegou à minha caixa de correio um e-mail da Joana.


 


Percebem agora a forma como o destino se encarrega de nos dar as respostas, a motivação e a felicidade que precisamos? Não?! Peço então desculpa por estar a alimentar o bichinho da curiosidade e a deduzir que vocês sabem sempre aquilo em que estou a pensar.


 


Mas sem dramas. Na hipótese, meramente académica, de continuarem ainda desse lado a ler este post "estranho", informo que estou apenas a ser Eu e a falar desalmadamente como se estivesse a conversar com todos os meus colegas de trabalho e leitores que me têm acompanhado. Onde é que eu ia mesmo?


 


Ah, o tal e-mail da Joana continha uma proposta para colocar uma fotografia e um link para a JB Comércio Global. Trata-se de um distribuidor de livros para revenda em Portugal continental e Ilhas .


No seu site www.jbnet.pt. podemos encontrar um leque muito diversificado de produtos, desde brinquedos, papelaria e, entre outros, livros. Os livros que podem encontrar lá vão desde Auto-Ajuda, Política, Humor, Infanto-Juvenil, Lazer, Romance, Saúde e Bem-Estar, e muito mais.


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Na foto (da esquerda para a direita): 



-"A bolsa das almas", de Vítor Elias e António Marques, inclui textos inéditos de o Inimigo Público.
-"O mistério do Bolama - Acidente ou Sabotagem", de Jorge Almeida, o jornalista que levanta a totalidade do véu sobre o caso Bolama.
-"Onze anos depois", é sobre o percurso do Benfica, com curiosidades, frases, figuras e até estatísticas.
-"Porto até ao fim", também é sobre futebol, desta feita sobre o clube futebol do Porto.
-"Seguro de crédito", de Margarida Silva Santos, um livro técnico dirigido a juristas.
-"Bem-vindo ao mundo do wrestling", de Diogo Beja, onde são explicados os golpes básicos.

-"Cenas de gaja- Aventuras da princesa Sissi no mundo das pessoas crescidas"- , um livro interdito a menores de 21 anos.
- "O livro mágico para dormir feliz",um livro dedicado aos mais pequenos,com muitas ideias, jogos e advinhas.

O post já vai longo e falta ainda explicar o título que coloquei :"E quando descobres uma empresa portuguesa distribuidora de livros que tem sentido de humor?".


Assim dito, e sem qualquer justificação, corro o risco de não me levarem a sério, mas juro pelo meu dedo mindinho que não estou a ser irónica, que não estou a referir à coleção de livros de Humor da JB (aqui). nem ao canal da JB no  Youtube,  onde estão disponíveis alguns vídeos com comentários sobre vários títulos.  


 


A JB Comércio Global está de parabéns pelo aniversário de 20 anos no mercado, pelos produtos que oferece e por, sabiamente, manter um registo divertido.


 


O que me ri dos vídeos que se seguem!!!


https://www.youtube.com/watch?v=S4J56hE5yQM


https://www.youtube.com/watch?v=1MCnsNWqKR4


 


 


 

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Um Homem Chamado Ove, de Fredrik Backman

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Opinião: Hoje em dia, são cada vez mais as notícias de pessoas de idade que morrem sozinhas e, pior, só são descobertas vários anos depois. É uma realidade aterradora. Por outro lado, há vizinhos com um feitiozinho difícil. O Sr. Ove é um deles. Mas há livros que nos ensinam a ver as coisas de maneira diferente, vão por mim [e pela Magda que sugeriu e emprestou este livro ao grupo do livro secreto].


 


Ove é daquele tipo de velhos razinzas que está sempre a barafustar com tudo e com todos.Não é, portanto, uma pessoa de fácil trato. Crítico e fanático da ordem, ele está só e sente a falta da mulher (Sonja), a única pessoa que o ouvia e conseguia compreender.


 


Ove é muito introvertido e sem Sonja isolou-se no seu mundo, pelo que só uma grande mudança poderá alterar este personagem antipático. É então que surge Parvaneh, a nova vizinha, que tem um jeito especial para lidar com situações e pessoas complicadas. 


 


O autor conseguiu criar uma personagem de tal forma real que quem começa a ler não gosta nada do Sr. Ove. Porém, quem persiste na leitura descobre que tudo faz parte da vida e que para conhecermos uma pessoa temos de saber a história toda.


 


Gostei tanto que aconselho a leitura e a que assistam o filme.


 


 


CLASSIFICAÇÃO:


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terça-feira, 28 de agosto de 2018

A morte de Ivan Ilitch, de Lev Tolstoi

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Sinopse: Aclamada como uma das maiores obras-primas sobre a temática da morte, esta é a história de Ivan Iliitch, um juiz respeitado que, apercebendo-se da morte próxima, se interroga sobre as suas escolhas, percurso de vida e a mentira em que vive.


 


Opinião: Este livro foi publicado em 1886 e é sobre a morte (e vida) de Ivan Ilitch, um juiz obcecado com o seu trabalho e com a posse de bens materiais [mais concretamente, com uma decoração opulenta da casa]. Parece redutor dizer isto, mas Tolstói soube, através desta história exemplar, demonstrar o que é uma vida de aparências. Nem tudo o que parece é, não é verdade?



E como não tudo é o que parece, o funeral de Ivan Ilitch é o reflexo disso mesmo, uma vez que há quem vá ao funeral e pense apenas no momento em que irá terminar para poder jogar às cartas.


Poderá parecer-vos ainda mais estranho o que vou referir de seguida, mas esta situação fez-me lembrar uma realidade bem próxima. Não sei se já presenciaram, mas nas aldeias há quem vá um funeral só porque fica bem ou porque é melhor ir ver se os familiares do morto estão todos presentes e vestidos de negro da cabeça aos pés ou se os mesmos choram o suficiente. Outros, ficam na rua a conversar e a contar episódios do passado como se estivessem num café.


É triste verificar a falta de consciência e da importância de certos valores na sociedade em pleno século XXI, mas esta é a realidade em muitas localidades deste país pequeno tal como as pessoas que nele vivem (algumas pessoas, claro!).


 


Retomando a história de Ivan Ilitch, ele obtém o sucesso profissional, mas sabemos o que isso acarreta. Os workaholics vivem para o trabalho, mas sofrem com a solidão, certo? Ou nunca pensaram na atualidade desta história? Eu acho que o ser humano continua igual ou até pior.


 


"O médico dizia que os sofrimentos físicos de Ivan Ilitch eram terríveis, e falava verdade; mas os seus sofrimentos morais eram ainda mais horríveis do que as suas dores físicas, e eram eles que sobretudo o torturavam."


 


Este livro é pequeno, mas ao mesmo tempo contem uma grande história e uma grande lição de vida, uma vez que devemos ter sempre presente que a vida deve ser vivida ao máximo e que a ambição e a vaidade não nos levam a lado nenhum.


 


Um livro que recomento e que todos devem ler e reler.


 


 CLASSIFICAÇÃO:


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P.S. Se não concordarem com algo que tenha dito neste texto, podem comentar à vontade, pois a partilha de opiniões é muito importante para mim.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Os livros do final da tua vida, de Will Schwalble

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Sinopse: Forçados por uma trágica circunstância, Will Schwalbe e a mãe ficam longas horas em salas de espera de hospitais. Para passar o tempo, decidem falar dos livros que estão a ler. Através das suas leituras, percebemos o quanto os livros são reconfortantes, surpreendentes e maravilhosos.


 


Opinião: Adoro falar sobre livros, sobre leituras e trocar impressões sobre tudo o que aprendemos com eles (e ainda sobre a vida). Acho que andei demasiado tempo a adiar a leitura deste livro por considerar que se tratava de um tema pesado, porém, não poderia estar mais enganada dado que Mary Anne é uma pessoa única e corajosa.


Will Swalble é editor de livros e partilha com a mãe a paixão pela leitura. A partir do momento em que a mãe, Mary Anne tem de fazer tratamentos no hospital, uma vez que o cancro no pâncreas se generalizou, eles formam um clube de leitura muito especial e trocam livros que vão lendo.


 


 “Ler não é o oposto de fazer, é o oposto de morrer”.


 


Mary Ann começava sempre um livro pelo fim, espreitando o seu final, porque para ela o que interessa é aproveitar o pouco tempo que lhe resta. Já o filho, que nem sempre concorda com as interpretações e gostos da mãe, tenta acompanhar e perceber melhor os seus pontos de vista. É ainda uma forma de a acompanhar nesta fase difícil e de conseguir falar de temas sensíveis como a morte, sempre através das leituras que fazem.


Este livro é sobretudo uma homenagem à memória da mãe, a essa mulher solidária, bondosa e sempre preocupada com os outros (e nem a doença a faz desistir de angariar fundos para a construção de uma biblioteca no Afeganistão).


 


Uma ode à vida vivida com sabedoria, à leitura, aos livros e aos laços que se criam pela troca de ideias e pensamentos.


 


 “Os livros são as ferramentas mais poderosas do arsenal humano, que ler todo o tipo e livros seja em formato for- eletrónico, impresso ou audiolivro- é a melhor forma de entretenimento, bem como a maneira de tomarmos parte da conversa da humanidade”.


 


 


 


 


CLASSIFICAÇÃO:


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