quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Os Olhos de Ana Marta, de Alice Vieira | Livro Secreto #8

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Sinopse: aqui.


 


Opinião: Lembro-me bem de ter lido "Rosa, minha irmã Rosa", "Chocolate à Chuva", "A Espada do Rei Afonso" e "Águas de Verão". Alice Vieira escreveu estas e outras histórias infanto-juvenis que faziam as minhas delícias. 


 


"Os Olhos de Ana Marta" é classificado como o melhor romance de Alice Vieira, pela construção das personagens, a estrutura narrativa e a conceção da história. Sem dúvida uma grande escritora cujas obras foram traduzidas para várias línguas e que merece um carinho especial por me ter "acompanhado" na infância. Mas vamos à história.


 


Marta é uma menina de 11 anos com muita imaginação. Ela acha que foi trocada no hospital e que a mãe, Flávia, não é a sua verdadeira mãe. A sua imensa imaginação, instigada por Leonor, a governanta que lhe conta histórias, não consegue descortinar a razão desse sentimento de rejeição, o qual não é de todo infundado-é que a mãe nunca pronuncia o seu nome e mal olha para ela. Já o pai, só tem se interessa por Flávia. Fecham-se quartos na casa de Marta assim como se fecharam as portas do coração daquela mãe. 


 


O livro tem, obviamente, um mistério, um segredo de família, que deveria ter despertado uma vontade enorme de descobrir toda a verdade. Infelizmente, desta vez, não funcionou comigo. Não sei bem o que aconteceu durante a leitura, mas não consegui agarrar a história, senti-la em todas as suas palavras nem imaginar o sofrimento de Marta. Na verdade, não senti nada. Foi mesmo muito estranho.


 


Mais tarde, refleti um pouco e entendi este distanciamento ou esta aparente falta de ligação com a personagem. De forma inconsciente, o meu objetivo foi voltar à infância e sentir o desprendimento total das férias de Verão. Através desta leitura, isso falhou e, como não encontrei o que procurava, facilmente perceberão o motivo de ter sido uma leitura demasiado rápida e sem grandes emoções. Mea culpa, assumo.


 


Portanto, aconselho o livro a quem procura encontrar uma lição de vida, mas desaconselho a quem procura uma forma de voltar atrás no tempo como foi o meu caso.


 


E vocês, já leram? Comentem, pois gostaria muito que partilhassem aqui a vossa opinião. 


 


Classificação: 3/5


 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

À minha filha em França, de Barbara & Stephanie Keating

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 Sinopse: aqui.


 


Opinião: O livro começa por um testamento e pela descoberta de uma filha desconhecida. Solange de Valney não conhece Eleanor Kirwan e o facto de ficar a saber que o seu pai não é o pai biológico deixa-a desvastada ao ponto de não querer nada, nem dinheiro, nem bens.



 


A ação desenrola-se nas Irlanda e na França e leva-nos a viajar no espaço e no tempo, entre o presente e o passado, num tempo de guerra (Segunda Guerra Mundial). Já quanto à narrativa, considero que é muito levezinha quando volta ao presente e se centra na espécie de «obstinação» de Solange, uma vez que não quer acreditar que o pai, Henry Valney, que sempre conheceu como pai a vida toda, afinal não é o verdadeiro pai. Claro que percebo a sua posição, pois é terrível desconhecer a verdade e não ter a mãe para a ajudar a esclarecer a história!


 


Na minha opinião, é um livro interessante, mas as suas quatrocentas e trinta e duas páginas retiraram à leitura um pouco do entusiasmo inicial. Também retirou o entusiasmo verificar que certas situações são previsiveis, o que, no caso sou suspeita, ou não fosse uma grande admiradora de mistérios por desvendar. 


Gostei, apesar dos aspetos que já referi, da história de Seamus e Leah e do triângulo amoros de Helena, Richard e Celine. 


 


Um livro escrito por duas irmãs, Barbara e Stephanie, e uma história sobre duas irmãs, julgo que são fatores suficientes para suscitar o bichinho da curiosidade.


Aos editores, deixo a pergunta óbvia: não acham que o livro merecia uma capa mais bonita?!


 


Classificação: 4/5


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

À descoberta dos bloggers...

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Para quebrar o gelo, numa conversa, costuma-se contar uma anedota e, no caso de isso não resultar, tentamos descobrir interesses comuns. Ora, no jantar que já vos falei aqui, a Bruxa Mimi lançou um feitiço desafio que consiste em responder a cada uma das perguntas, indicadas em baixo, com uma pessoa da comunidade do Sapo Blogs.


Pensei fazer batota e ver as respostas que iam ser dadas, até porque não consegui responder ao desafio às 15 horas, mas como não gosto de aldrabar ninguém achei que seria melhor ficar-me pela descoberta dos bloggers através dos seus blogs.


Porém, podemos entender isto como uma brincadeira e, independentemente da hora, o que interessa é conhecer outros blogs. E vamos lá a quebrar isto tudo!


 


Encontra alguém que...


 


1 … saiba falar três línguas (ou mais). Happy


2 … tenha ido a Nova Iorque. Maria das Palavras.


3 … nunca tenha feito um bolo. O ultimo fecha a porta..


4 … tenha mais do que um sobrinho(a). Just Smile


5 … tenha assistido a um jogo de futebol ao vivo..Porque eu posso.


6 … não goste de Coca­­­‑­­cola. Bruxa Mimi


7 … tenha usado (ou use) aparelho nos dentes. Alexandra.


8 … seja ex-fumador(a). Maria Mocha


9 … escreva num blogue com outra(s) pessoa(s).Aprender uma coisa nova por dia.


10 … tenha andado de Uber. Mula (?) 


11 … tenha aparecido na televisão.Magda


12 … nunca tenha visto neve.???


13 … não tenha máquina de lavar. David.


14 … cante no duche frequentemente. Triptofano


15 … goste de conduzir.edite


16 … seja blogger há mais do que cinco anos.Magda


17 … tenha um blogue com menos de doze letras no título. Raquel


18 … nunca tenha andado de avião. Duas Mulheres e Meia.


19 … vá a pé para o trabalho/escola.Bruxa Mimi


20 … tenha vivido noutro país (pelo menos um mês). Bruxa Mimi.


21 … não siga a Pipoca nem a Cocó . Magda.


22 … tenha publicado um livro (ou mais) .A Hipster Chique


23 … não tenha nenhuma iCoisa.Sofia.


24 … tenha mais do que três irmãos.Bruxa Mimi


25 … tenha um animal de estimação sem ser cão/gato.Triptofano


 


 


Imagem daqui


 

Ups, acabou de nascer mais uma sapinha.


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Obrigadinha,  Fátima, P.A, Raquel,Sofia, Bruxa MimiMacaco José e Magda, agora temos nova concorrência by G! Olhem o que fizeram?! É que a nossa vida nunca mais será a mesma (shnif shnif). Ainda por cima, cheia de  irreverência, deita-nos a língua de fora. A G bem gostava das "Línguas de Trapo", mas, como já existia, resolveu manter a palavra na imagem. 


 


Ahahahah.Sim, temos uma nova vizinha aqui no bairro e o novo blog chama-se  Risada ou Facada. Portanto, se querem acompanhar as peripécias da G, vão lá e toca a segui-la.


Bem vinda ao mundo dos blogs, mas estás feita se não segues o meu, ouvistes?! Aaaah, só estou um bocadinho indecisa, não sei bem se começo pela língua ou pela facada. Ahahahahah!!!


O mistério do lago, de Arnaldur Indridason

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Sinopse: aqui.


Opinião: Já li este livro há algum tempo. A história prometia ser lida com bastante curiosidade, só que não foi o caso. 


 


Basicamente, temos um lago, o lago  Kleifarvan, que está a descer drasticamente, e uma hidróloga estuda o fenómeno da descida das águas, quando esta descobre uma ossada e um crânio. O polícia Erlendur vai ao local e inicia-se uma investigação que nos leva ao tempo em que jovens estudantes islandeses iam para Leipzig estudar os grandes ideais do socialismo (Alemanha do Leste).


 

Entre avanços e recuos na história (mais recuos do que avanços), o agente da polícia terá de percorrer um longo caminho para perceber de quem era o esqueleto encontrado e, antes disso, os motivos que levaram a que fosse cometido um homicídio sem que ninguém desse pela falta de uma pessoa numa ilha tão pequena como a Islândia.

 

Achei isto verdadeiramente estranho e não fiquei confiante de que fosse uma boa história. Na verdade, depois percebe-se o porquê e de como aconteceu, mas foi uma leitura que me saiu a ferros, uma vez que não simpatizei com nenhum dos personagens. Portanto, não sei se foi a falta de não ter lido os livros anteriores ou se pelo facto de a descrição dos factos históricos se ter tornado maçadora, o que é certo, e sabido, é que não fiquei, para já, fã do Arnaldur. 

 

Classificação: 3/5