quinta-feira, 23 de março de 2017

Adoro desafios e mistérios # 5

Ernest Hemingway foi um grande escritor e deixou para trás muitos livros e contos. A vida pública de Hemingway era intensa, mas o seu interior é muito complexo e misterioso.


O documentário que se segue "Ernest Hemingway, Wrestling With Life" aborda a vida desse escritor talentoso que ganhou o Prémio Nobel em 1954 com o livro "O velho e o Mar".


  



 


"Paris é uma festa", a obra inacabada de Hemingway, revela apenas 5 anos da vida do escritor, talvez os melhores ou aqueles em que foi feliz. Talvez. Mas foi um vislumbre ténue do que foi a sua vida. Eu gostaria de saber mais. Se pensarmos na vida boémia e nos lugares onde morou, ficou muito por contar.


 


Por exemplo, sabiam que, em Cuba, Hemingway foi fiel frequentador do Floridita, um bar com restaurante? Ali turistas de todo o mundo ainda hoje se sentam para tomar o daiquiri, uma combinação de rum cubano com gelo picado e limão. 


cuba-bodequitas-hemingway-sign.jpg


 Dizem que o escritor também frequentava o Bodeguita del Medio, outro bar onde se podem ver as assinaturas de milhares de visitantes que cobrem as paredes.


bodeguita.png


Quando visitei Cuba, há muitos anos atrás, estive no Bodeguita Del Medio e experimentei um mojito no mesmo bar que Hemingway. É uma boa recordação ou não?  


 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Paris é uma festa, de Ernest Hemingway

paris.jpg


Quando olhei para a capa e para o título julguei tratar-se de um romance e iniciei a leitura com essa expetativa. Só depois verifiquei que a obra se baseia em factos reais e que estamos perante as memórias do próprio Hemingway.


No início do livro, o autor refere que poderá ser considerada uma obra de ficção. No entanto, acredito que essa afirmação fosse fruto do distanciamento temporal, uma vez que Hemingway escreveu as memórias parisienses perto dos 60 anos. Nessa altura vivia em Cuba, já tinha recebido o Prémio Nobel da Literatura e já tinha tido várias mulheres. Infelizmente, devido a uma depressão e outros problemas de saúde, acabaria por se suicidar, pouco depois, em 1961.


O livro revela um Hemingway jovem que, com apenas 22 anos, lê pela primeira vez os clássicos, como Tolstói, Dostoievski e Stendhal. No período entre 1921 e 1926, o escritor refere as dificuldades financeiras pelas quais passou, descreve a cidade de Paris e os bares que frequentava, fazendo referências aos escritores com quem conviveu, designadamente Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald.


A parte que mais gostei  é a de quando Hemingway se encontra com Fiztgerald. Os dois tornam-se amigos e vivem situações no mínimo caricatas.


Por fim, poderia deixar uma citação sobre a cidade de Paris, mas a frase que me chamou a atenção foi esta:




Dizem que as sementes daquilo que havemos de realizar se encontram todas já dentro de nós, mas sempre me pareceu que naqueles que troçam da vida, as sementes se encontram cobertas da melhor terra e de uma percentagem mais alta de adubo.



 


Sinopse: Em 1921, um jovem Ernest Hemingway chega a Paris decidido a abandonar o jornalismo e a iniciar carreira como escritor. De bolsos vazios e com a cabeça povoada de sonhos, percorre as ruas de uma cidade vibrante nos dias de pós-Primeira Guerra Mundial, senta-se nos seus cafés para escrever, recolhe-se em retiros apaixonados com a sua primeira mulher, Hadley, e partilha aprendizagens e aventuras com algumas das mais fulgurantes figuras do panorama literário da época, como Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald ou a madrinha desta - por si apelidada - «geração perdida», Gertrud Stein. Situada entre a crónica e o romance, Paris é uma Festa é a memória destes anos e a obra mais pessoal e reveladora de Hemingway. Deixada inacabada pelo autor, seria publicada postumamente, em 1964.


 

terça-feira, 21 de março de 2017

Línguas-de-gato | Ciúmes não, é tudo uma questão de sensibilidade e bom senso # 24

jane austen e gato.jpg


Olá, estou de volta! Ultimamente tem sido difícil escrever. A minha dona está sempre a dizer que eu sou muito fofinho mas que, ultimamente, parece que ando "possuído". Humpff. Um gato é um gato. Se não defendo o que é meu, quem defende? Pensei que a Pipoca fosse dar uma volta, depois das cenas que tenho feito e miado. Mas não!!! Ela tem sempre um ar de graça que suplanta qualquer uma das minhas exigências territoriais. Rnhau! Rnhau!


No outro dia, estava calmamente a ver televisão quando vejo o Riscas e ao colocar ambas as patas no ecrâ a minha dona gritou: "Gato mau, sempre com ciúmes e estás a ver se me partes a televisão!". Fiquei de castigo injustamente. O Riscas é um gato muito querido aqui no bairro e agora é famoso!!! Humpff. Humpff.


Assim, miados os "ciúmes" que me atormentam, tenho uma coisa mais interessante para contar. A minha dona adora uma escritora, chamada Jane Austen, e comentou que afinal ela foi envenenada. Vocês sabiam que ela tinha apenas 41 anos quando morreu? Bem, eu não. Agora a descoberta dos óculos dela apontam para a hipótese de ter sido envenenada por arsénico. É mais um mistério que deixo para os humanos resolverem, porque a minha reflexão só me permitiu concluir isto:



... não tenho medo de mostrar os meus sentimentos e de fazer coisas imprudentes, pois acredito que o que não se mostra, não se sente.


Sensibilidade e Bom Senso, de Jane Austen.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Adoro desafios e mistérios # 4

A leitura é um autêntico desafio. Eu leio para saber mais, para aprender coisas, para viajar por lugares que de outro modo não conheceria, e para contactar com assuntos que me me façam pensar. No entanto, nem sempre é fácil encontrar o livro certo para ler. Nessas alturas, parece que entro numa espécie de conflito literário e na "ressaca" procuro o mais simples e fácil de ler, só porque sim.


Acho que é uma forma de lidar com este conflito interno e vocês? 


 


conflito literário.jpg