Já vos tinha dito que nem sempre corre tudo a bom vento felino e não estava a mentir. Aliás, a vida de um gato só é aparentemente muito pacífica. Ou então não. Li no outro dia que o gato riscas é mais para o bipolar. Na realidade, já fui assim e todos os gatos jovens passam por fases menos agradáveis para os humanos. Mas, neste momento, estou a miar, precisamente, a propósito da Pipoca. É que a minha dona anda fascinada com ela. É Pipoca isto, Pipoca aquilo, enfim, só fala na Pipoca. Hum...agora ía uma pipoca ou duas e, se forem docinhas, bem que marchavam agora num instantinho! Onde é que eu ía? Ah, a Pipoca tem dado que falar a propósito de uma separação. Ups, estou a ficar velho, baralhado e corrigo. A nossa Pipoca tem dado que falar a propósito de uma operação. O raio da gaiata resolveu dar um passeiozito em cima da grade da varanda e caiu de uma altura de dois andares. Acho que partiu uma pata em dois sítios e agora está na clínica veterinária. Eh, eu não sei se foi bem assim; se calhar estão a fazer um filme e a Pipoca ainda está inteira, sã e salva. E por falar em filme, no outro dia fiquei a pensar no pobre Mr. No Ears. Coitadinho. Ficou deficiente. Sem ninguém. E alguém resolveu raptá-lo!!! E, como se isso não bastasse, todo o julgamento descambou numa conversa de doidos.Pena que o Sherlookgato more em Inglaterra! Se bem que se o mandassem para cá... tenho a certeza que a barreira da língua seria um impedimento, porque os humanos não percebem nada de gatês! Ou mesmo que percebessem, poderia muito bem acontecer a dita conversa de doidos passar a uma conversa à la Marcelo. Hello?!... Mr. President.... Congratulations... Base das Lajes.??? Yes. Very good!!! Fly, Mr. Presidente? Yes you Trump! E Pronto! Do síndrome de "Peter Pan" cairiamos na conversa maliciosa, inteligente e divertida....
6 comentários:
Ahhh o que aconteceu à pipoca?! Caiu mesmo? Tadinha...
A Pipoca não caiu, mas esta história é baseada em factos verídicos. No entanto, admito que ando a inventar um bocadinho. Tal como as línguas-de-gato quando se come uma tem de se comer várias, quando escrevo algo não consigo parar... eheheheh. Cabe ao leitor, descobrir o que é real e o que é ficcionado...
Ainda bem que neste caso não é real! Ufa! =)
Fiquei impressionada foi com o caso do Mr. No Ears. Coitado do bichano!
A sério que gostas? Este exercício de escrita é muito importante para mim.
Pois é, a vida de gato não está fácil!!!
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