quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Em teu ventre, de José Luís Peixoto #22
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Poema avariado
hilariante
Ah, quem disse que não gosto do riso
contagiante?
A frescura nas palavras
inquietante?
Ou que alcança um significado
hesitante?
Algo se passa neste lugar
O poema avariado revela num
instante:
Riso.
domingo, 28 de agosto de 2016
Mataram a Cotovia, de Harper Lee #21
Citação:” A única coisa que não respeita a regra da maioria é a consciência de cada um”.
sábado, 27 de agosto de 2016
Sem o ar, o que respiro?
e agressivas incertezas sobre o peito?
Sem o ar, o que respiro?
Numa amálgama de preces conjuntas
Com o tempo no altar
Ouso, na tempestade das emoções,
Pedir um sacrifício:
O sossego de livremente
respirar com calma.
Quando não desejo
Viver na turbulência
da alma
Sem o ar, o que respiro?
Embotado ensejo
Com falta de oxigenação
Questiono as singulares
circunstâncias
Em que o calor queimou
A possibilidade de qualquer meditação
Circunspecta providência
Teimosia aleivosia
Desígnio absoluto
Sempre em contradição.
Só que não posso viver sem ar
Nem alimentar a fogueira
Que queima a possibilidade
De obter alguma serenidade.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Um livro bem misterioso (2)
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Esta espécie de loucura
Que é pouco chamar talento
E que brilha em mim, na escura
Confusão do pensamento,
não me traz felicidade;
Porque, enfim, sempre haverá
Sol ou sombra na cidade.
Mas em mim não sei o que há.
Fernando Pessoa, em "Cancioneiro".
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Voa bem alto!
Não duvidas e aceitas.
O dogma..
Não ousas contrariar e desesperas.
Nas palavras escritas pelo homem
Desesperas e aceitas em contradição.
Lutar com todas as forças
Desde o berço a ouvir a palavra não
Implica desesperar e chorar de frustação.
O espírito é energia sem limites
É alma e sangue
É tudo o que precisas.
Transcende o corpo e voa bem alto!
Nem a sabedoria milenar chinesa
Acata outra solução.
domingo, 21 de agosto de 2016
Manifesto de como ser interessante, de Holly Bourne # 20
Pensamento: A experiência decrescer pode ser dolorosa. Faz parte da vida e todos temos de passar por isso(incluindo os pais, ouviram?).Há quem disfarce muito bem e há quem não chegue acrescer. Conselho: comuniquem. Deixem o computador ou o tablet ou o telemóvel efalem com os vossos pais ou com um(a) amigo(a). A comunicação é importantíssimae é por isso que estou agora aqui a escrever os meus pensamentos.
Doenças literárias do século passado (1)
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
(Frágil) equilíbrio
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
O Verão e a razão
Esperava o passar do tempo
Calmo e sereno
Cheio de suavidade.
Não pesavam os anos
Nem a idade.
Nessas tardes idílicas
Vivia aventuras cheias de ação
Mergulhada nos livros
Num bater lento
mas acelerado do coração.
Que saudades dos cheiros
Do calor no chão
Pois, na braseira intensa
Cheia de emoção
Mergulhava nos cheiros,
nos livros e no Verão.
Propositadamente (ou não)
Apenas volta o calor
Num bater acelerado
Da razão.
Não penses voltar
O tempo gira
Tu não!
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Álbum de Verão, de Emylia Hall # 19
O “Álbum de Verão” contem recortes e fotografias.Ao percorrer as suas folhas Beth irá relembrar os cheiros, o sol, os banhos, afruta, a comida, o primeiro beijo de Tamás, as marcas e as perdas. Após a separação dos pais, Erzébet ou Beth, filha de pai inglês, passa sete Verões com a mãe, Marika,na Hungria, na casa do pintor húngaro chamado Zoltán. Porém, aos dezasseis anostudo termina e catorze anos depois recebe o álbum que nunca tinha visto e que lhe trás de volta aquelas memórias.
Citação:”Era capaz de viajar entreum lugar e outro, sem nunca precisar de fechar os olhos. Tão pouco era umesforço recordar porque vivia os meus dias numa curiosa combinação de passado,presente e futuro. Como se de algum modo estivesse embuída de todas as coisasimportantes e as carregasse sempre comigo”
Pensamento: A magia do verãodurante a infância e a adolescência.
domingo, 14 de agosto de 2016
Estante do tempo
Mil folhas empoeiradas
Compõem os livros
de vidas passadas.
Lentamente perfilham
A história e
O conhecimento e
A alma
Dos escritores.
No espaço tempo
Num lugar mágico.
Entre passado, presente e futuro
A estante do tempo
Abriga de forma única
O saber.
No país das maravilhas
Saboreei o vento
Disperso e quente.
Olhei em volta
Apenas um bule
A lembrar o país das maravilhas.
Eu, Alice, não consigo encontrar
A porta discreta
Desse olhar.
Cresci...
Mas quem dera voltar
A sentir a magia
do sonho
a vibrar.
No país das maravilhas
Há muitos buracos
Por achar.
Camuflados ou não.
Não são imaginação.
Ouço o vento.
Diz coisas inacreditáveis
Que não há país,
Nem maravilhas.
Que resta o pó e a cinza.
A poção de encolher
Não posso tomar
Se não há país
Nem maravilhas
Não vou voltar.
Cresci.
Que pena.
Era mais feliz
Quando a ignorância
habitava o meu olhar.
Miúda online, de Zoe Sugg #18
sábado, 13 de agosto de 2016
Blury forest
The forest out there
Is not the same.
All the blame
Of some of us.
Everywhere
Blury forest.
Everywhere
There´s fire,
Consumes everything
Around
Inside
All memories
All coletive past
Is gone.
Stays Blury
The future.
O Livro dos Baltimore, de Joël Dicker #17
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Submissão, de Michel Houellebecq #16
François é o personagem principal. Tem 44 anos, é ateu e professor de literatura, sendo que o alto da sua carreira académica foi a dissertação (de 800 e muitas páginas) sobre a vida e obra de Joris Karl-Huysmans. Citando J.K.Huysmans podemos descrever os pensamentos de François da seguinte forma: «tenho o coração ressequido e endurecido pela farra, não presto para nada». François gosta de jovens, mas, entre uma aluna e outra, não consegue manter um relacionamento muito tempo. Vive sem emoções, sem rumo e em função das ocasionais «aventuras sexuais» (obs: descritas de forma crua).
Nesteiter, acompanhamos as eleições presidenciais, os tumultos, a disputa entre a Frente Nacional e o partido da Fraternidade Muçulmana e a eleição de Mohammed Bem graças a uma aliança com o Partido Socialista.
François retira-se para o campo e quando volta irá submeter-se à nova ordemdo islamismo?
Citação:« Só a literatura nos pode dar aquela sensação de contacto com outro espírito humano, com a totalidade desse espírito, com as suas franquezas e grandezas, as suas limitações, mediocridades, ideias fixas, as suas crenças; com tudo aquilo que o emociona, lhe interessa, o excita ou repugna».
Pensamento: Se por um lado é um livro polémico e machista,por outro lado é uma crítica verosímil à sociedade francesa e europeia.
Até parece
Alguém diz, ninguém faz. Tudo se escuda na placidez mordaz.Até parece que afelicidade é um sonho altivo. Até parece que passam por cima de tudo semmotivo.Até parece que a humanidade só vive da falácia e da calamidade alheia,sem julgar, sem pensar nos erros em que cai a sociedade e em que cai a modernidade.
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Colorful inspirations
domingo, 7 de agosto de 2016
Sentimentos incautos
O lugar de beleza escondida.
O amor outrora fruto de magia.
A tristeza ocupando a vã amargura de um dia.
Sempre, sempre, a mesma melancolia.
Subtilmente, como as águas calmas de um rio,
A tristeza,
O desespero,
O desamor,
Submergem mas voltam à superfície.
sábado, 6 de agosto de 2016
Geração mil euros, de Antonio Incorvaia e Alessandro Rimassa # 15
Deu-me para isto, estou de férias e ando por ali
E esta, hein?(com direitos do autor Fernando Pessa)
Óculos, outra vez?
Alguém advinha o significado que os óculos têm para mim?
A recordar as «Férias Alentejanas»
I
O sono aperta
Está na hora de ir
As cinco na maior risota
Doidas por partir.
Às cinco da madrugada
As cinco unidas pela amizade
Estão prontas para a caminhada
Em direção à liberdade.
Hélia a mais tímida
Guida e Joana com espírito galopante
Ginita a mais convencida
Edite a mais hesitante.
A caminho se puseram
Na maior euforia
Quando foram era noite
Quando chegaram era dia
II
Sob o céu alentejano
A paisagem reflectia
Para além do meio mundano
Os risos da alegria.
Povo de tradição
Lealdade no pensar
Amor no coração
Ternura no olhar.
III
No meio de grande atividade
A paz vieram pertubar
Cinco moçoilas de tenra idade
Num carro a abarrotar.
Edite e Guida Oliveira, 27 de agosto de 1992.
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
Mini me
Como criança
Encantada,
Entrei, espreitei à janela
Entrei na infância
Espreitei a inocência
Há muito terminada.
Porém, nesses breves instantes
Vislumbrei o sonho, a cor, a imensidão
De um mundo por descobrir
Como se fosse a primeira vez.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Vou pela Sombra
Atualização: Ao que parece o majorativo do sol já existia e que temos aqui um exemplo de mais um boato divulgado nas redes sociais (e não só).
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
O meu e o teu
Quisera saber
Se o meu é meu e o teu é teu..
Responderam: o meu é o teu.
Respondi: o teu é o meu?
Então, o meu é o teu e o teu é o meu?
Palavra de honra!
Na confusão decidi
O que é meu é meu
O que é teu, teu será!
Blogolivropensamento
E nas páginas soltas da escrita
Saio de um mundo que é o meu
Para outro, lá está!
Nas entrelinhas
Ocorre uma fusão
Entre o real e a imaginação.
A porta do destino
Ressoa o silêncio
Perante a tarde inacabada.
Simples bater
Calma e serenidade
Como quem aguarda
A música da eternidade.
Batem à porta***
Não ouso abrir
De tarde fecha
A promessa
e o devir.
Insistentes
Bateram à porta***
Do outro lado
O destino...
Aguardou a oportunidade
Agarrou o silêncio
Desatou os sonhos
Abafou a calma
e pensou em: Fugir!
Encontros imediatos
Não são do seu agrado!









































